25 de fevereiro de 2012

Outrora

Quero respirar palavras de outrora,
 fumar o vício nos teus beijos,
 sentar e ver a hora passar,
 nímio tempo de tão fugaz.

Quero mergulhar num vazio,
 encontrar teus olhos frios,
 esperar pela noite silenciosa,
 tristes noites em nostalgia.

Quero entregar-me ao esmo,
 murmurar pelo teu nome estranho,
 postergar as tristezas em mim,
 atônitas tempestades tranqüilas.

Quero descansar ao sepulcro,
 perfumar teus seios inversos,
 quadricular meu leito eterno,
 entre flores , choros e canções.

                    Diego Ferreira 

16 de janeiro de 2012

Quando Minha

Fascina-me a beleza do luar
lembra-me a luz dos olhos teus
Me espera que já vou te encontrar
nos meus braços teu sorriso é só meu.

Chega perto eu preciso te abraçar
sem  demora, hoje é você e eu.
Nas estrelas teu perfume a passear
Me enlouquece o sabor do beijo teu.

Tão sincero o teu jeito de me olhar
Doces palvras à falar no ouvido teu
sem querer, te percebo suspirar,
vem sem medo meu coração é só teu.

Prometo que não vou te abandonar
Só sei que meu coração te escolheu.
Entre as nuvens eu me pego a flutuar
Leves toques neste corpo que é só meu.


                                         Diego Ferreira

9 de janeiro de 2012

Pedaços do Tempo

A noite caia em versos
canções de outrora,
desnudos versos,
cantados noite afora.

Pedaços do tempo
janela adentro,
murmurios ao vento,
eternos lamentos.

Livros e romances
histórias distantes.
Lágrimas de sangue
tristes vozes entoantes.

Derrotas e vitórias
marcas e momentos,
escritos no passado
pedaços do tempo.

                             Diego Ferreira