28 de junho de 2015

Katama



Moça de olhar misterioso,
borboleta azul de flores raras
viajante atemporal incorporada
energia que emana do teu corpo.

De fato estou atordoado,
ainda que em meio a natureza;
entre você, morros e cachoeiras
me parece tudo conectado.

Repousa sobre o morro abrasado,
deusa das águas imaculadas,
pra que o vento leve sua oração.

Agradece ao espírito supremo,
e de alma pura sussurra ao vento:
Gratidão, gratidão, gratidão...

            Diego Ferreira

3 de março de 2015

Recomeço


Eu que enfrentei o destino,
e por vezes acabei ferido
me pego perdido
na timidez dos olhos seus.

Olhos de nuvem:
dispersos, incertos,
descabidos.

-Como não me perder?

Se tudo quando o quis
ainda que antes do fim,
se perdeu em lágrimas.

E na falta do teu olhar
admiro a lua,
de infinitos caminhos,
semelhantes aos olhos teus.


                         Diego Ferreira









5 de janeiro de 2015

Banquete


Afogado no fogo do seu beijo,
sou pecado, seu escravo, seu querer.
Sou recorte da morte
separado por pedaços seus.

No desprazer da sua partida
lágrimas não seriam desperdiçadas
e ainda que o sofrimento se cale,
serei o mesmo quando amanhecer.

Sou familiarizado com a dor
não há sentimento numa rocha
contudo a ilusão pode ferir.

Sirva-se neste banquete inóspito
que preparei para te ver sorrir
e me deitei para te ver partir.

                        Diego Ferreira