28 de julho de 2014

28 de Julho


A chuva cessou,
lá fora agora,
escuto o gotejar
das bicas e telhados.

Alguns passos distantes,
vozes quase sussurrantes
e um silêncio entoante.

Sob os olhos do silêncio,
as ruas se calam,
sou papel e caneta,
refém do sossêgo.

                       Diego Ferreira

22 de abril de 2014

Transe


Silenciei minha alma,
ouvia as notas de Chopin,
tons que confundem,
num estranho prazer.

Lembrava do mar,
dos momentos que sorri,
dos que chorei,
de tudo que vivi.

Foi embreagante!
Não como alcool
mas...
como o doce e o amargo.

Fui além de mim,
meu universo paralelo,
onde o meu querer
é simples e singelo.

                        Diego Ferreira









16 de fevereiro de 2014

Café


De ti não lembro, mas
sim do cheiro teu.
Marcante como o aroma do café.


Na casa agora um vazio.
Levou  às mágoas,
os sonhos, as incertezas, as lembranças,
partiu em marcha ré.

Me deixou o prazer da realidade,
o cheiro do café, o vazio da casa
e a certeza da saudade.



                       
                          Diego Ferreira