3 de dezembro de 2011

Viola

Cabelo molhado,
teu corpo suado,
menina bonita,
vestido azul.

Viola sem corda,
canção afinada,
seu cheiro é brasa,
teu corpo nú.

Entre estrofes e versos
Teu beijo é cego,
me perco sozinho,
sem prazer algum.

As notas tocadas,
são trechos feridos,
te trazem prá perto,
a lugar  nenhum.

                     Diego Ferreira

18 de novembro de 2011

Sem Saber

Me mande flores
sem saber prá quem,
já vou mimbora
sem ter um porém.

Me cave a cova
sem saber de quem,
funda e torta
como um certo alguém.

Me põe na caixa
sem saber porém,
aperta à tampa
para abrir ninguém.

Me diga adeus
sem saber alguém,
choro contido
vou viver além.

                    Diego Ferreira

4 de novembro de 2011

Vamos Brindar...

Vamos sangrar,
saciar nossa sede.
enlouquecer, gritar,
sonhar e padecer.

Chorar nossos sonhos,
criar o nosso mundo.
transformar as alegrias,
num doce desengano.

Solidão me agrada
são versos perdidos,
emoções disfarçadas,
lágrimas de fantasia.

Façamos um brinde
aos versos dos versos,
ao errado, ao certo,
ao dom de viver.

           
                             Diego Ferreira